Territorialidade e Migrações

Por Igor Menezes Sales Vieira

- Territorialidade (Brasil)

Uma área determinada por princípios de Direito permitindo estabelecer uma área geográfica em que um Estado exercerá seu poder, é chamada de Território, dando inicio ao Princípio da Territorialidade.
No Brasil, a territorialidade sofreu diversas modificações ao longo do tempo, por diversos fatores, entre eles as divisões na época de colonização, a briga com outros países vizinhos por anexação de pequenos territórios, e mais. Mas o principal fator foi a quebra do Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494, entre Portugal e Espanha, dividindo o País no meio, para área de exploração espanhola ao oeste e exploração portuguesa a leste, no litoral. Já que a Espanha não estava aproveitando suas terras brasileiras como o devido, vários movimentos expansionistas portugueses, como expedições de exploração, expedições militares, bandeiras (de apresamento indígena e coleta mineral), adentraram as áreas a oeste (da Espanha) para o melhor uso de exploração. Assim, a Igreja usando o princípio do Utti Possidetis para acabar com o Tratado de Tordesilhas, alegando que se a Espanha não tinha bom uso da terra que lhe foi dada, não precisaria tanto e seriam concedidas a Portugal, formando assim o molde usual do território brasileiro atual.
Tendo como base o seu tamanho, relevo, clima e recursos naturais, faz-se um País geograficamente diverso. É o quinto maior país do mundo em área territorial,  perdendo apenas para Rússia, Canadá, China e Estados Unidos, e o terceiro das Américas, atrás de Canadá e Estados Unidos. Com 8. 515. 767, 049 quilômetros quadrados, abrange quatro fusos-horários.
Possui 26 estados, um Distrito Federal e seus municípios. A Constituição Brasileira de 1988 é a que rege as leis em território nacional, ou seja, um cidadão e compatriota brasileiro, terá suas leis iguais em todo o país.
Para todos esses estados que o Brasil abriga, há subdivisões de cinco regiões: a Norte, Região Sul, Região Nordeste, Região Centro-oeste e Região Sudeste. Norte: possui os estados do Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá e Tocantins. Nordeste: Maranhão, Piauí, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Centro-Oeste: Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, onde se situa a capital federal, Brasília. Sudeste: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

- Migração

Na era pré-histórica, havia o movimento humano em que predominava: o nomadismo, que consistia no constante deslocamento por necessidades. Por exemplo, individual ou coletivamente, quando acabavam os elementos necessitados para suprir a vida humana em um lugar, a deslocação para outro lugar onde haveria mais suprimentos era a melhor escolha, e assim por diante. Mas, conforme o tempo foi passando, e a capacidade de mente complexa do ser humano evoluindo, o próprio aprendeu um novo tipo de movimento: o nomadismo, que consistia em ficar em apenas um lugar, mas cultivando o que fosse necessário para a continuidade de sua vida, como cultivar plantações, animais para consumo.
O que os movimentos citados acima têm a ver com a Migração? Tudo! Pois, migrações são os deslocamentos de população.
Migrar significa a mobilidade espacial de determinada população. Ou seja, é o ato de trocar de um lugar fixo para outro, de um país, de uma região, estado, cidade ou até domicílio.
A migração internacional consiste na mudança de estadia com destino a outro país. Tal ocorrência vem sendo promovida ao longo de muitos anos, a exemplo disso cita-se a migração forçada de africanos no intento de realizarem trabalhos escravos em outros continentes. A partir daí, esses fluxos migratórios internacionais têm se intensificado cada vez mais nos últimos tempos. Como outro exemplo muito recente, a migração de habitantes do Haiti para outros países, por ocorrência do terremoto que devastou o país em 2010.
O processo de migração internacional pode ser desencadeado por diversos fatores: em consequência de desastres ambientais, guerras, perseguições políticas, étnicas ou culturais, causas relacionadas a estudos em busca de trabalho e melhores condições de vida, entre outros. O principal motivo para esses fluxos migratórios internacionais é o econômico, no qual as pessoas deixam seu país de origem visando à obtenção de emprego e melhores perspectivas de vida em outras nações. 
Conforme relatório de desenvolvimento humano de 2009, realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), aproximadamente 195 milhões de pessoas moram fora de seus países de origem, o equivalente a 3% da população mundial, sendo que cerca de 60% desses imigrantes residem em países ricos e industrializados. No entanto, em decorrência da estagnação econômica oriunda de alguns países desenvolvidos, estima-se que em 2010, 60% das migrações ocorram entre países em desenvolvimento. 
Os principais destinos da migração internacional são os países industrializados, entre eles estão: Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e as nações da União Europeia. Os Estados Unidos possuem o maior número de imigrantes internacionais – dos 195 milhões, 39 milhões residem no país. 
A migração internacional promove uma série de problemas socioeconômicos. Em face das medidas tomadas pela maioria dos países desenvolvidos no intento de restringir a entrada de imigrantes, o tráfico destes tem se intensificado bastante.

Outra consequência é o fortalecimento da discriminação atribuída aos imigrantes internacionais, processo denominado xenofobia.
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